Como os atendimentos funcionam?
Horário
As sessões comumente acontecem uma vez por semana em dia e horário fixo, com duração aproximada de 50 minutos. Podem ser agendadas de segunda à sexta, à depender da disponibilidade de horários. Cancelamentos ou reagendamentos sem custos são possíveis com ao menos 24 horas de antecedência.
Abordagem clínica
Orienta o trabalho da(o) psicóloga(o) na clínica. Através dela, com conhecimentos técnicos e métodos validados, se estrutura o tratamento de forma personalizada. Embora seja importante, o que se mostra decisivo para o bom andamento do processo terapêutico é o vínculo, a relação entre você e a(o) profissional: o quanto se sente à vontade, segura(o) e acolhida(o).
Entrevistas iniciais
É o momento de nos conhecermos e abordarmos pontos importantes para o processo terapêutico, como suas motivações, minha proposta de trabalho, o melhor dia e horário para as sessões, o valor e a forma de pagamento. O que for combinado passa a valer para as sessões seguintes, caso decidamos continuar.
Pagamento
O valor das sessões é definido em referencia à tabela de honorários do Conselho Federal de Psicologia (CFP), considerando a viabilidade deste valor em cada caso. O valor e a forma de pagamento são combinados diretamente com cada paciente, nas entrevistas iniciais, e passam a valer para as sessões seguintes. Os convênios de saúde podem ser acionados por meio de reembolso.
Psicóloga ou Psiquiatra
São profissionais com formações diferentes, mas ambos viabilizam melhora em quadros de sofrimento psíquico. Em alguns casos é indicado o acompanhamento combinado. Seja por meio da fala e/ou da medicação, o importante é dar tratamento para aquilo que esta sendo identificado como disfuncional em sua vida ou como causa de sofrimento.
Resultados
O processo psicoterápico visa promover a saúde mental e melhorar a qualidade de vida. Nesse sentido o resultado da terapia é a aquisição de maior habilidade, autonomia e segurança pessoal para lidar com as situações de conflito, que causem dano à saúde ou certo grau de sofrimento.
Sigilo profissional
É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas (Código de Ética da Psicologia). Os atendimentos, tanto presenciais quanto à distância, estão igualmente sujeitos a esta regra. A quebra do sigilo só é prevista quando a(o) Psicóloga(o), de forma fundamentada, identificar tal necessidade visando ao menor prejuízo e nos casos previstos em lei.
A escolha do profissional
O processo de escolha do profissional é delicado, pode levar tempo e envolver muitas tentativas frustradas. O importante é não desistir e se certificar de encontrar um profissional com o qual se sinta verdadeiramente acolhida e à vontade para falar de suas questões. Para isso considere e respeite os critérios que são importantes para você, sejam eles quais forem!
Presencial ou Online
Escolher entre o atendimento presencial ou à distância envolve vários fatores, destaco aqui dois muito importantes: primeiro, o que torna os atendimentos mais viáveis para você? e, segundo, como se sentirá mais confortável para falar?
Algumas perguntas
Sobre a abordagem psicanalítica
O que é psicanálise?
A psicanálise é uma teoria, um método e um tratamento. Enquanto uma corrente de estudos psicológicos tem como pressuposto a existência de conteúdos psíquicos dos quais não nos damos conta, denominados por isso de inconscientes, e que apresentam efeitos sobre nós. Determinam atitudes e comportamentos muitas vezes causadores de sofrimento. Então, como teoria, a psicanálise pressupõe o inconsciente; como método, investiga o psiquismo humano e como tratamento, visa, o quanto possível, tornar esse conteúdo psíquico consciente e, assim, abrir vias de possibilidade para uma vida com menos sofrimento.
Por quê uma pessoa procura terapia?
De modo geral, uma pessoa procura terapia para viver melhor. No entanto, os motivos que as pessoas encontram para iniciar esse processo são tão variados quanto possível. Com frequência, vêm por algum sofrimento que entendem ser muito difícil de ser solucionado sem auxílio ou por se verem tomadas por um insistente sentimento de angústia, de apreensão, de preocupação ou ansiedade. Assim, alguns localizam suas motivações de maneira bastante específica, outros as experimentam de maneira difusa, pouco definida.
O que acontece dentro do consultório, ao longo da sessão?
Acontece basicamente uma conversa. Terapeuta e cliente conversam com o objetivo de desvelar o papel do inconsciente naquela história. Mas cada um à sua maneira. Cada um vem de uma forma, cada um traz uma questão, cada um apresenta um modo de se relacionar com este espaço. São muitas surpresas! O que configura sempre um novo – e interessante – desafio.
Como acontece a transformação do sofrimento no processo proposto pela psicanálise?
O tratamento que a psicanálise nos ensina a dar para as forças que nos movem, e que tantas vezes aparecem como angústia, acontece pela via da fala, da expressão de si mesmo, e da construção de caminhos psíquicos mais saudáveis para as ideias e para os afetos que nos habitam. Acontece pela gradual construção de uma nova atitude acerca de si mesmo, dos outros e do ambiente em que se vive.
Qual a natureza da relação que se estabelece entre terapeuta e cliente?
É uma relação de afeto, que pode assumir diversas tonalidades ao longo do processo. Há momentos para afetos amorosos, há momentos para afetos hostis. Momentos e formas de expressão intimamente relacionadas à história pessoal de cada um e que serão acolhidos e trabalhados em prol da construção de um vínculo que esteja a favor do tratamento.
Psicanálise é um processo de educação?
Não.
Existe cura para a psicanálise?
Sim, se cura for entendida enquanto uma forma de promover alívio de um sofrimento excessivo e a chance de viver da melhor maneira possível a cada um.
O que é ser psicanalista para você?
Ser psicanalista para mim é um processo de construção de um lugar, que se sustenta enquanto um desejo meu, no dia-a-dia da clínica junto às pessoas que me procuram. É também uma das funções mais interessantes a que me proponho: oferecer uma escuta cuidadosa e intervir de maneira respeitosa para que as pessoas, em seus próprios termos e com seus próprios recursos, possam viver melhor, com menos sofrimento.

“Meu papel – e este é um termo muito pomposo – consiste em mostrar às pessoas que elas são muito mais livres do que pensam; que elas tomam por verdade, por evidência, alguns temas que foram fabricados em um momento particular da história; e que essa pretensa evidência pode ser criticada e destruída. Mudar algo no espírito das pessoas: esse é o papel de um intelectual.”


